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São Paulo
29 de maio de 2024

Nos últimos dois anos, 45% das empresas sofreram interrupções nos negócios relacionadas a terceiros 

O Gartner destaca quatro ações que as companhias deveriam tomar para aumentar a efetividade na Gestão de Riscos de Cibersegurança  de Terceiros (TPCRM)

Apesar dos investimentos crescentes na gestão de riscos de cibersegurança de terceiros (TPCRM – Third-party cybersecurity risk management), 45% das organizações experimentaram interrupções nos negócios relacionadas a terceiros nos últimos dois anos, segundo pesquisa do Gartner.

“A gestão de riscos de cibersegurança de terceiros é frequentemente intensiva em recursos, excessivamente orientada para processos  e tem pouco a mostrar em termos de resultados”, disse Zachary  Smith, Pesquisador do Gartner. “As equipes de cibersegurança lutam para construir resiliência contra interrupções relacionadas a terceiros e para influenciar decisões de negócios relacionadas a terceirizados.”

A pesquisa foi realizada envolvendo 376 executivos seniores que atuam na gestão de riscos de cibersegurança de empresas de diferentes setores, geografias e tamanhos.

Segundo o Gartner, a gestão bem-sucedida de riscos de cibersegurança de terceiros depende da capacidade da organização de segurança de entregar três resultados: eficiência de recursos, gestão de riscos e resiliência, e influência na tomada de decisões de negócios. No entanto, as empresas têm dificuldade em serem eficazes em dois desses três resultados, e apenas 6% das organizações são eficazes em todos os três.

Os analistas do Gartner listam quatro ações para líderes de segurança gerenciarem os riscos de cibersegurança relacionados a terceiros e que devem ser tomadas para aumentar sua eficácia na gestão de riscos de cibersegurança de terceiros. A pesquisa constatou que organizações que implementaram qualquer uma dessas ações registraram um aumento de 40 a 50% na eficácia do TPCRM:

Revisar regularmente como os riscos de terceiros são comunicados aos responsáveis pela relação de terceiros: Os CISOs precisam revisar regularmente o quanto o negócio entende suas mensagens sobre os riscos de terceiros para garantir que estejam fornecendo insights acionáveis sobre esses riscos;

Rastrear as decisões de contrato de terceiros para ajudar a gerenciar a aceitação de riscos pelos proprietários de negócios: os líderes de negócios frequentemente escolhem se envolver com terceiros, mesmo que estejam bem-informados sobre os riscos de cibersegurança associados. Rastrear as decisões ajuda as equipes de segurança a alinharem controles compensatórios para aceitações de riscos e alertar os times de segurança sobre negócios particularmente arriscados que possam exigir uma maior supervisão de cibersegurança;

Realizar planejamento de resposta a incidentes de terceiros (por exemplo, manuais de procedimentos, exercícios de simulação): A eficácia do TPCRM vai além da identificação e relato de riscos de cibersegurança. Os CISOs devem garantir que suas empresas tenham planos de contingência robustos para se prepararem para cenários inesperados e para se recuperarem bem diante de eventuais incidentes;

Trabalhar com terceiros críticos para aprimorar suas práticas de gestão de riscos de segurança: Em um ambiente hiperconectado, o risco de um terceiro crítico também é risco para uma organização. Parcerias com terceiros críticos para melhorar suas práticas de gestão de riscos de segurança promovem transparência e colaboração.