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São Paulo
23 de abril de 2026

Defesas atuais não barram ataques de IA agêntica

Mariana Ortiz, especialista da Elytron Cybersecurity, indica o que as empresas precisam para se proteger contra as ameaças 

Apesar de o mercado de cibersegurança estar inundado de plataformas, sistemas, novos produtos e das inúmeras fusões e aquisições do setor, poucos estão preparados para se defender contra agentes de IA autônomos, que executam tarefas e criam subagentes que tomam decisões sem intervenção humana, a chamada IA agêntica. O alerta é de Mariana Ortiz, diretora de Strategic Investigations & Intelligence da Elytron Cybersecurity.

“Tecnologia não falta. O que falta é inteligência sobre o que está rodando e como um adversário exploraria isso”, assinala ela.

O problema, segundo Ortiz, é tão sério que foi o tema principal da maior conferência de cibersegurança do mundo (RSAC 2026), além de estar no roadmap de 100% das empresas pesquisadas pela Kiteworks 2026. Justamente pelo potencial destrutivo da IA agêntica, em um contexto de discrepância entre a governança de IA e a segurança. Para se ter uma ideia, de acordo com o 2025 Cost of a Data Breach Report da IBM, 63% das organizações não conseguem aplicar limitações de propósito a agentes de IA, 60% não conseguem encerrar um agente com comportamento irregular e 55% não conseguem isolar sistemas de IA de redes mais amplas.

A saída para fechar essa equação é a orquestração dos resultados das ferramentas e os meios para entender o que realmente está acontecendo.

Falta camada que dê sentido ao que é detectado

A Elytron Cybersecurity atua, não como mais uma plataforma, mas como a camada que dá sentido ao que as plataformas detectam. E usa segurança ofensiva para simular como um atacante usaria IA agêntica contra a organização.

A Inteligência, por sua vez, mapeia o que está fora da governança: a shadow AI, que 59% das organizações admitiram ter em seus ambientes, apesar de 90% afirmarem ter visibilidade sobre seu footprint de IA, segundo The State of AI Risk Management 2026, da ArmorCode e Purple Book Community,

E as investigações respondem quando algo já deu errado, em um ambiente onde o tempo de handoff entre acesso inicial e ransomware caiu para apenas 22 segundos, conforme aponta o relatório M-Trends 2026 da Mandiant.

“Em resumo, enquanto os grandes vendors constroem plataformas, a Elytron constrói perspectiva e numa corrida onde os casos mais rápidos de breakout são medidos em segundos, perspectiva é o que decide quem sai na frente”, finaliza Mariana Ortiz.