2 de fevereiro de 2026

Cognição ampliada e IA geral já despontam como realidade emergente, aponta estudo

Radar 2055, estudo prospectivo desenvolvido pelo Venturus, mapeia as tecnologias com maior potencial de protagonismo nos próximos 30 anos

A cognição ampliada e a inteligência artificial geral (AGI) deixaram de ser apenas conceitos teóricos e já se consolidam como vetores reais de transformação tecnológica. Essa é uma das principais conclusões do Radar 2055, estudo prospectivo desenvolvido pelo Venturus, que mapeia as tecnologias com maior potencial de protagonismo nos próximos 30 anos e seus impactos sobre a sociedade, a economia e o trabalho.

De acordo com o levantamento, a inteligência artificial ocupa posição central nesse novo ciclo, especialmente em sua evolução para sistemas capazes de aprender, raciocinar e se adaptar de forma ampla — característica associada à chamada AGI. Em paralelo, a cognição ampliada surge como um campo estratégico ao integrar capacidades humanas e sistemas computacionais avançados, expandindo limites de percepção, tomada de decisão e produtividade intelectual.

O Radar 2055 indica que essas tecnologias apontam para um ponto de ruptura: um cenário em que sistemas inteligentes passam a evoluir de forma cada vez mais autônoma, com menor dependência de intervenção humana direta. Nesse contexto, a possibilidade de superinteligências artificiais com alto grau de autoaperfeiçoamento abre caminho para avanços exponenciais, capazes de redefinir setores inteiros da economia e remodelar profundamente a forma como trabalhamos, aprendemos e nos relacionamos com o mundo.

“Estamos diante de um ciclo em que a inovação avança em velocidade inédita, criando impactos que se espalham por toda a sociedade. Mais do que acompanhar novas ferramentas, devemos entender como integrar essas transformações de forma responsável, garantindo que o avanço tecnológico caminhe junto com progresso humano”, explica, Marcelo Abreu, CTO do Venturus.

Pesquisas internacionais reforçam a dimensão dessas mudanças. O relatório Being Human in 2035, desenvolvido por pesquisadores da Elon University, aponta que 61% dos especialistas ouvidos acreditam que a integração avançada da inteligência artificial promoverá transformações “profundas e significativas” na identidade humana e nas estruturas sociais.

Ao reunir essas perspectivas, o Radar 2055 posiciona o Brasil no debate global sobre o futuro da tecnologia, destacando que cognição ampliada e inteligência artificial geral não são mais apenas projeções distantes, mas sinais concretos de uma nova era em formação — com desafios éticos, sociais e econômicos que já exigem atenção no presente.