28 de janeiro de 2026

Você é uma pessoa legal?

*Por Bruno Coelho
Muito se fala em primeiro computador
e inclusão digital. O Brasil segue
firme e forte como um dos principais
mercados de tecnologia do mundo,
vendendo milhões de computadores.
Mas será que o brasileiro pensa no
software?

Essa é uma questão vital e que gera
imensas discussões. O brasileiro
compra o produto bonitinho em sua
loja preferida, leva para casa, liga
tudo e aí faz o quê? Instala o
software pirata que um amigo lhe
emprestou, que comprou em um mercado
ilegal qualquer ou mesmo baixou da
internet. Essa é a triste realidade
de um mercado que sofre muito por
várias causas. Vamos começar por
elas.

Primeiramente, softwares são os
famosos programas: aplicativos
feitos para o usuário instalar e
realizar alguma tarefa em
específico. Temos exemplos famosos,
como PHOTOSHOP, COREL DRAW, EXCEL,
WORD e por aí vai. Quando você pensa
no computador, dificilmente pensa na
máquina apenas (seja ele um desktop
convencional ou um notebook). Você
compra o PC para realizar algo com
ele e nisso está incluso o software.
Mas esse é um aspecto que, na
maioria das vezes, você consegue
encontrar uma versão “genérica”
(leia-se pirata) que vai sair muito
mais baratinha. Imagine só pagar uma
fortuna por um programa. Isso é um
absurdo! Neste momento crítico está
o maior absurdo de todos: você
comprando algo ilegal.

Entende-se por ilegal tudo que é
contrário à lei, ilícito, ilegítimo.
Ou seja, você está (mesmo sem
querer) matando o mercado de
software e, com isso, fazendo com
que as pessoas que ficam horas
pensando em programas para agilizar
a sua vida ganhem menos e parem de
dedicar horas de trabalho a algo
benéfico para você. Adquirindo
software ilegal, você contribui para
aumento de criminalidade, redução da
arrecadação de impostos, além do
aumento considerável do risco para o
usuário. Lembre-se de que
computadores com programas piratas
têm riscos de segurança muito
maiores.

Não estou defendendo ou acusando
quaisquer partes: fabricantes,
revendedores ou consumidores. A
questão aqui é que comercializar ou
usar tais produtos é completamente
contra a lei. Será que você usaria
ou compraria um computador roubado
ou de origem ilícita? Então, por que
usaria um software? Pense nisso.
Esta é uma questão em que nós,
brasileiros, devemos pensar muito,
pois essa conduta errada está se
perpetuando como correta.

E você, é uma pessoa legal?

*Bruno Coelho é Gerente de Marketing
da AGIS, uma das principais
distribuidoras de TI e Telecom do
país.