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<p><span style="font-size: 12.16px;"><img src="images/artigos/2017/marcelo_martin.jpg" border="0" width="65" height="81" style="float: left; margin: 5px;" />No dinâmico mundo das operações dentro das empresas o futuro já está presente. A Internet das Coisas chegou e começa a ocupar lugar de destaque em toda a cadeia produtiva.<br /><br /></span><span style="font-size: 12.16px;">Além da interação homem-máquina, implantada há algum tempo por meio de softwares avançados, a interação entre as peças a serem agregadas ao produto final e o processo necessário para esta ação atualmente também “conversam” entre si.</span></p>
<p>O Warehouse Management já se consolidou nas empresas, portanto a garantia da disponibilidade de peças e sua correta alocação nos depósitos não é motivo de preocupação.<span style="font-size: 12.16px;"> </span></p>
<p>Agora o processo produtivo começa a se conectar com essa base de dados e realiza a chamada das peças no tempo correto.<span style="font-size: 12.16px;"> </span></p>
<p>Depois de agregadas ao produto final, este, por sua vez, envia informações necessárias para sua rastreabilidade, bem como faz a conexão com o sistema de entrega até o cliente final.<span style="font-size: 12.16px;"> </span></p>
<p>Os equipamentos consequentemente avaliam sua performance e informam antecipadamente problemas que possam ocorrer, enviando as informações ao sistema de gerenciamento de manutenção que emite ordens de compra de peças de reposição no tempo adequado.<span style="font-size: 12.16px;"> </span></p>
<p>Como base de apoio para o desenvolvimento dessa realidade, a digitalização tem lugar de destaque no planejamento e simulação de todas as interfaces do processo produtivo.<span style="font-size: 12.16px;"> </span></p>
<p>A fábrica virtual tem o percurso entre a concepção e sua aplicação cada vez mais reduzido, comprovando a necessidade de atualização das cadeias como forma de reduzir custos e potencializar a produtividade.<span style="font-size: 12.16px;"> </span></p>
<p>Esse cenário nos processos operacionais é observado em muitos países desenvolvidos em maior ou menor grau, dependendo dos investimentos realizados para adequar recursos.<span style="font-size: 12.16px;"> </span></p>
<p>No Brasil, também em grau infelizmente menor, se observam tais práticas em algumas indústrias e segmentos. Pelos investimentos e interfaces indispensáveis à concretização desse panorama dificilmente veremos em curto espaço de tempo a abrangência que todas as tecnologias juntas podem alcançar.<span style="font-size: 12.16px;"> </span></p>
<p>Como exemplo de ações em prática nas indústrias brasileiras a questão do Warehouse Management é bastante conhecida e utilizada, bem como a interface entre equipamentos dedicados ao processo produtivo. Sistemas de aparafusamento com rastreabilidade há muito habitam nossas linhas de produção.<span style="font-size: 12.16px;"> </span></p>
<p>Contudo, certamente a infraestrutura de Internet no Brasil ainda pode ser um fator crítico no desenvolvimento e aprimoramento das interfaces. Em qualquer segmento que se queira apontar, a idade média dos equipamentos na maioria das empresas também poderá restringir suas interconexões.</p>
<p> <span style="font-size: 12.16px;">A questão dos investimentos também é um fator a ser analisado na efetividade das ações, embora na existência de uma infraestrutura adequada os valores requeridos não sejam de grande monta. Sensores e hardware são encontrados com preço acessível e muitas software houses conseguem desenvolver boas soluções de integração.</span><span style="font-size: 12.16px;"> </span></p>
<p>Dada a sua importância, esse é precisamente o tema a ser discutido por especialistas no Painel de Manufatura e Logística do Congresso SAE BRASIL, em novembro próximo, que certamente nos trará uma visão bem diferente do futuro em que nos acostumamos a pensar.<span style="font-size: 12.16px;"> </span></p>
<p><em>(*) co-chairperson do Comitê Manufatura, Logística e Qualidade do Congresso SAE BRASIL 2017</em></p>
