Segundo estudo da Nutanix, 82% dos entrevistados afirmam que silos entre áreas de negócio e TI prejudicam a execução de iniciativas tecnológicas

A IA está acelerando a modernização da Infraestrutura no Brasil, ao mesmo tempo em que amplia desafios de Governança, integração entre áreas e controle do uso de agentes não supervisionados, segundo aponta o Enterprise Cloud Index 2026, da Nutanix. A tecnologia deixou de ser experimental e passou a pressionar diretamente Infraestrutura, Dados e Governança, exigindo modelos mais integrados e menos fragmentados.
Segundo o estudo, 82% dos entrevistados afirmam que silos entre áreas de negócio e TI prejudicam a execução de iniciativas tecnológicas. A falta de coordenação se agrava com o avanço da Shadow IA para 81% dos executivos brasileiros e 87% dos globais, que veem risco no uso de ferramentas fora da supervisão oficial, e 74% no Brasil, onde a Nutanix opera há 12 anos, já identificaram aplicações de IA criadas sem envolvimento da TI.
A IA impulsiona a modernização via Contêineres.
Segundo o estudo, 86% dos executivos brasileiros afirmam que a tecnologia acelera essa adoção, e 32% dizem que ocorre em grande escala. Entre os que já utilizam Contêineres para aplicações com IA, 71% desenvolvem novas aplicações nesse modelo, seja como abordagem principal, seja combinada à modernização de sistemas legados.
O desempenho é o principal motivador para 48% dos entrevistados. Eles citam velocidade, confiabilidade e escalabilidade como razões para ampliar o uso de Contêineres. Em três anos, 81% dos brasileiros e 87% dos globais esperam aumento do nível de adoção dessa ferramenta. “A adoção de Contêineres reduz dependências e facilita a automação, criando um ambiente mais adequado para aplicações avançadas”, enfatiza Marlon Menezes, especialista em Soluções e IA da Nutanix.
A soberania de Dados também influencia decisões de Infraestrutura. No Brasil, 72% dos executivos classificam o tema como prioridade alta ou obrigatória, e 57% afirmam necessidade de operar Infraestrutura dentro do País. As empresas demonstram maior inclinação a executar aplicações empacotadas em Contêineres em ambientes on-premises ou privados (49%) do que em Nuvens públicas (38%).
Infraestrutura não acompanha o ritmo da IA
O estudo aponta um descompasso entre ambição e prontidão tecnológica, sendo que 59% das organizações esperam ter mais de cinco aplicações habilitadas por IA nos próximos três anos. Por outro lado, 82% afirmam que suas Infraestruturas atuais não estão preparadas para suportar cargas de trabalho de IA on-premises.
“As organizações precisam de Segurança, resiliência, flexibilidade e portabilidade para suportar cargas de trabalho de IA em qualquer lugar”, avalia Oliveira e complementa: “Os desafios se multiplicam pelos ambientes corporativos e líderes de diversas áreas precisam garantir que a tecnologia seja utilizada com Governança e com real valor para o negócio”.
Ainda de acordo com o ECI 2026, o Brasil segue alinhado às tendências globais de modernização, com foco em Simplificação, Integração e Governança, em busca de plataformas capazes de unir eficiência, Segurança e flexibilidade em único ambiente.
Leonel Oliveira (foto), diretor-geral da Nutanix Brasil, afirma que “a integração entre equipes é hoje um fator decisivo para acelerar a adoção de novas tecnologias”. Ele observa que empresas locais avançaram na definição de estratégias, mas ainda precisam garantir constância e previsibilidade na execução.
Nesse sentido, o executivo afirma que a prioridade da companhia é garantir que o Canal esteja bem treinado, estruturado e preparado para atuar com autonomia no mercado. “Trabalhamos também junto aos distribuidores, exatamente para multiplicar essa capacidade, como se tivéssemos outras Nutanix fazendo o trabalho de desenvolvimento de mercado com os parceiros.”
Como o turnover no setor é alto, a empresa, que atua somente por meio dos parceiros, mantém processo recorrente de qualificação e certificação para que esse ecossistema desenvolva conhecimento e experiência para avançar junto aos clientes.
“A Nutanix não é nada sem o Canal. Por isso, mantemos um olhar de muito cuidado, preocupação e responsabilidade sobre o desenvolvimento e evolução desse ecossistema”, conta Oliveira. Para ele, cuidar bem dos parceiros de vendas é essencial para a sustentabilidade da operação.
