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Minha tecnologia preferida: SaaS

Diante de tantas opções, hoje vou falar do SAAS (Software as a Service), uma tendência que pode agregar tecnologias e influenciar positivamente no negócio de uma corporação, acrescentando valor aos serviços web.

Analisando mais de perto, podemos dizer que SAAS é um conceito que pode ser adaptável a qualquer tecnologia, possibilitando a criação de áreas de negócios e produtos fantásticos. O termo surgiu antes de 1999 com a aplicação SiteEasy (http://www.siteeasy.com), mas começou a ganhar reconhecimento no ano de 2000 e hoje fornece as bases para diversos serviços encontrados na Web.

Entretanto, o que deve ter uma aplicação para que seja caracterizado como Software as a Service? Para termos a aplicação real dos conceitos centrados no SAAS, a aplicação deve ter: licenciamento por demanda; gerenciamento centralizado da aplicação Web; ser flexível e customizavel pelo usuário para possibilitar a construção de uma solução final do jeito que o seu construtor imaginou. Aliado a isto, podemos aplicar instâncias individuais de sites e agregar Alta Disponibilidade (HA-High Availability) com Balanceamento de Carga (LB-Load Balance) para deixar a aplicação Web mais robusta. Tudo dependerá do volume de usuários que fará acesso à aplicação.

O questionamento que deve ser feito aqui é: como monitorar o volume de usuários e o desempenho da aplicação? Sabemos que para a atividade de monitoramento existem várias tecnologias, algumas baseadas nas análises dos arquivos de logs, visando à geração de relatórios, e outras baseadas nos elementos de monitoria em cada página Web para verificar quais páginas estão sendo mais acessadas.

Na questão de desempenho de uma aplicação Web, precisamos verificar diversos parâmetros, dentre eles: o número de consultas a base de dados (caso exista), os tempos de resposta dessas consultas, a ocupação de memória do sistema operacional usado, o volume de acessos ao disco rígido para leitura e gravação quando a aplicação está em funcionamento, o tráfego de rede local e, em casos específicos, podemos ter de analisar como a aplicação foi escrita (qual linguagem foi usada, que tipo de algoritmo ou biblioteca foi escolhido). Tudo isso pode influenciar no desempenho.

Analisando do ponto de vista da segurança aplicada à solução SAAS, podemos dizer que todo o sistema, envolvendo equipamentos de rede, sistema operacional, firewall e duplicação de hardware, tem que ser visto e validado, mas podemos adicionar como mais uma ótima ferramenta a virtualização, um recurso muito usado em mainframes para virtualizar CPUs. Fora do ambiente dos mainframes, podemos fazer uso da virtualização em outras plataformas com o uso de soluções como VirtualBox, Xen, VMware, Hyper-V, QEMU e GXEMUL. Podemos agregar a virtualização soluções iSCSI (Internet Small Computer System Interface) para a disponibilização do sistema operacional virtualizado em outra máquina física de forma rápida e simples, facilitando a manutenção de cada elemento de hardware chamado aqui de Host. O cuidado aqui é com o volume das operações de leitura e gravação de dados, o que pode implicar no uso de switchs em fibra ou gigabit aliados a VLANs (Virtual Local Area Network).

Como sabemos, o uso de aplicações Web por demanda com altos níveis de customização requer a presença de uma base de dados. Mas não adianta termos a melhor base de dados se não tivermos o projeto correto dos discos rígidos, com o tamanho mais indicado de inodes ou dos hd cluster, e de estruturas tolerantes a falhas como elementos em RAID 3, 5, 6, 5+0, 1+0 e 0+1 (http://www.acnc.com/04_00.html ).

Existem diversas soluções dentro dos conceitos que envolvem o SAAS, uma das que referencio aqui é o WeCall4All (http://www.wecall4all.com.br ), que será lançado no mercado pela BRISA. O WeCall4All é um produto direcionado a pequenas e médias empresas para viabilizar um melhor contato via canal de voz, possibilitando uma ótima ferramenta para a comunicação em massa, unindo habilidades presentes em tendências como URA (Unidade de Resposta Audível) e VoIP (Voice over Internet Protocol/Voz sob IP).

Analisando do ponto de vista pertencente ao usuário, o WeCall4All exibe simplicidade no manuseio, possibilitando acesso ao sistema com um cadastro e customização de campanhas. Com o cadastro pronto, devemos comprar créditos para as ligações que serão feitas usando cartão de crédito, de débito ou boleto bancário. Concluída essa etapa, é só fazer o envio dos números telefônicos para as ligações com uma planilha eletrônica ou informá-los manualmente. Com os números telefônicos inseridos, podemos criar campanhas de apresentação de mensagens, com ou sem interação através das teclas do aparelho telefônico.

O sistema ainda apresenta inteligência em seu funcionamento, calculando o melhor momento para a execução das campanhas dentro do tempo selecionado, respeitando sempre cargas de CPU, interações e horários concorrentes com outras campanhas.

Um dos maiores desafios dos produtos que seguem a linha SAAS é como fornecer relatórios de uma forma clara e detalhada para o seu usuário. No WeCall4All tudo pode ser visto de maneira simples e clara em relatórios gráficos com ligações que tiveram sucesso, chamadas interrompidas, interações com os contatos, possibilitando uma ótima ferramenta para a elaboração de convites para festas, eventos e muito mais.

Concluindo, sem dúvida tecnologia é um item essencial, mas cuidado, ela deve estar 100% alinhada com as regras de negócio e normas que regem a corporação, caso contrário a solução pode se tornar o problema. 


(*) Engenheiro de soluções da BRISA.


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