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Liberar venda do Speedy não resolve

Publicado em Telecom
20 Agosto 2009
A Abramulti, entidade que reúne os provedores de serviços de Internet e comunicação de dados multimídia, defende a desagregação das redes como solução para o problema do estrangulamento das redes de telefonia que afetam o acesso à Internet banda larga no País. De acordo a Abramulti, novas panes poderão acontecer caso a concentração das redes sejam mantidas nas mãos das operadoras de telefonia. A Abramulti também discorda do retorno da venda do Speedy da Telefónica sem as devidas mudanças nas regras de competição no mercado de banda larga no Brasil. “Certamente, a partir de regras bem definidas pela ANATEL, inclusive para os produtos e serviços, a desagregação das redes deverá ocorrer de modo eficiente no Brasil”, comenta o dirigente. “Este novo cenário permitiria que todos os provedores de serviço de conexão à Internet pudessem ter as reais condições de ofertar os mesmos serviços a preços competitivos. A permissão para o uso das estruturas físicas existentes no país, que pertence ao governo e não às operadoras, por todos os agentes provedores dos serviços de telecomunicações com licença SCM resultaria, também, pode garantir o acesso à banda larga a todos os municípios brasileiros”, acrescenta. Ao justificar a posição da Abramulti, Santos sugere um cenário hipotético: “Imaginem uma situação na qual as operadoras de telefonia cuidem de todo o cabeamento nas ruas e nós, provedores, instalaríamos o modem na casa do assinante, fornecendo o link de internet e todo o controle de acesso. Na prática, um provedor de Belo Horizonte poderia oferecer seu serviço em Manaus usando os cabos da operadora local naquela cidade. Mas, é isso justamente o que elas (operadoras) não querem que aconteça, pois perderiam o controle sobre os links de internet, inclusive das chamadas telefônicas de longa distância com custo hiper reduzido, via VoIP e conseqüentemente o poder que tem sobre o mercado de banda larga ”, explica.
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