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Primeiras economias verdadeiramente cashless devem surgir nos próximos cinco anos, prevê A.T. Kearney

Publicado em Atualidades
26 Novembro 2019

Dinheiro já representa menos da metade das transações nas economias mais desenvolvidas.

A A.T. Kearney divulgou recentemente o Global Trends 2019-2024, em que elenca as cinco tendências - sejam elas de mercado, econômicas, de saúde ou infraestrutura - que mais impactarão o cenário e o ambiente operacional em todo o mundo. Este ano, entre elas está a onda de cashless, da economia que não movimenta dinheiro propriamente dito, sobre a qual muito se tem falado. Segundo a análise da consultoria, a economia global é cada vez mais alimentada por transações digitais, tanto nos mercados desenvolvidos, quanto nos emergentes. A previsão é que as transações por meios eletrônicos devem crescer a uma taxa média de 10% ao ano em todo o mundo, entre 2019 e 2024.

O relatório indica que, de fato, o mundo deve conhecer as primeiras economias verdadeiramente cashless nos próximos cinco anos. No entanto, essa tendência não se instalará sem enfrentar resistência, principalmente por parte daqueles que trabalham para mitigar a desigualdade social e as vulnerabilidades nos ecossistemas digital e financeiro. "A revolução cashless deve desacelerar devido à falta de confiança nas instituições financeiras e às controvérsias em torno das empresas de tecnologia. Entretanto, ela não deve parar, e muito provavelmente veremos as primeiras economias desse tipo se estabelecerem até 2024", diz Flavia Ribeiro, principal da A.T. Kearney Brasil.

O levantamento da consultoria revela que, em todo o mundo, 52% dos adultos que possuem conta corrente em alguma instituição financeira - digital ou tradicional - fizeram ou receberam pagamentos digitais em 2017. O índice era de 41% em 2014. Quando considerados apenas os mercados desenvolvidos, os números saltam para 91% e 86%, respectivamente. Nos mercados emergentes, o percentual é de 44% e 32%.

O dinheiro em papel é mais popular entre as gerações mais velhas. Conforme a análise, nos Estados Unidos, 21% das transações financeiras realizadas por consumidores entre 25 e 54 anos de idade utilizaram dinheiro. Quando analisado o universo de pessoas com 55 anos ou mais, o índice é de 32%. Independentemente da idade, porém, as transações sem dinheiro já são mais do que aquelas cashless.

Implicações para os negócios

“Essa tendência vai gerar algumas implicações para os negócios, e as empresas que estiverem preparadas seguramente conseguirão tirar proveito dela”, diz Flavia. “Os dados gerados pelos pagamentos realizados através de meios eletrônicos trazem informação valiosa sobre o comportamento do consumidor. As empresas devem buscar nesses dados a inspiração e as ideias necessárias para otimizar seus negócios”, exemplifica a especialista.

Além disso, as instituições precisam reforçar suas capacidades de cibersegurança para evitar problemas de reputação, pressões regulatórias e o descrédito de consumidores que valorizam a proteção de seus dados.

 

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