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Cientistas brasileiros dedicam-se atualmente à missão espacial Alfa Crux, um sistema brasileiro de nano-satélite

Publicado em Atualidades
12 Julho 2019

Sistema de comunicação de informações críticas voltado para aplicações entre dispositivos (M2M) e Internet das Coisas (IoT) tem apoio do do IEEE

Cientistas no Brasil estão emprenhados na missão espacial Alfa Crux - um sistema brasileiro de nano-satélite, que usa largura de banda estreita para criar conexões de dados e voz em órbita baixa. O programa poderá contribuir para melhorar o monitoramento agrícola, o nível de água nos rios e reservatórios, bem como a melhoria da tecnologia de comunicação entre dispositivos (M2M) e a Internet das coisas (IoT). Ainda tem usos na área de defesa, para garantir a comunicação entre tropas em regiões remotas, onde a infraestrutura de comunicação em terra não é confiável. 

Para Renato Borges - professor associado da Universidade de Brasília, líder do Laboratório de Simulação e Controle de Sistemas Aeroespaciais (LODESTAR), e atual chefe do Departamento de Engenharia Elétrica e 
especialista do IEEE, organização técnico-profissional dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade - este é apenas um dos projetos que se beneficia do conhecimento acumulado ao longo dos anos, desde que o homem pousou na Lua pela primeira vez que visa avançar o conhecimento científico e tecnológico no campo aeroespacial. 

"Agora, 50 anos depois da Apollo 11 pousar na Lua, a tecnologia aeroespacial se mostra cada vez mais útil e necessária para a humanidade", enfatizou o cientista. Para ele, o desenvolvimento de novos materiais, novos processos de produção, a criação de algoritmos mais sofisticados, bem como as redes de comunicação entre dispositivos pessoais têm, em sua origem, o programa espacial que levou o homem ao satélite natural da Terra nos anos 60.

Borges chama atenção especial para a miniaturização desses eletrônicos, incluindo os satélites, alguns dos quais hoje pesam pouco mais que um quilo, tornando os programas espaciais mais populares e acessíveis em todo o mundo. “Por permitir ao homem monitorar do espaço as mudanças na superfície da Terra em tempo real, em escala planetária, esse tipo de tecnologia tem o poder de transformar nossa relação com o planeta”, confirmou o cientista, que também exerce a função de Chefe do Departamento de Engenharia Elétrica da UnB.

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