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Aplicações em Blockchain deverão provocar alta das criptomoedas em 2019

Publicado em Atualidades
11 Fevereiro 2019

Especialista no assunto, Fernando Barrueco da Bomesp (Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo) analisa o mercado de moedas digitais e destaca que 2019 será um ano de crescimento no setor. Segundo ele, há expectativa de nova alta nos próximos meses, sendo que o Brasil irá acompanhar o cenário mundial

O final de 2017 marcou a maior alta da história das criptomoedas, popularizando o bitcoin e atraindo milhões de investidores. Em 2018, mesmo com índices negativos, empresas globais continuaram apostando forte no segmento. O grande exemplo é a Nasdaq, um dos maiores mercados de ações do mundo, que resolveu mergulhar no universo de ativos digitais, gerando alvoroço nos quatro cantos do planeta. "Mas e agora? O que esperar para o ano de 2019 neste segmento ainda cheio de novidades e em constante transformação?", questiona o especialista.

Referência de peso do setor de criptomoedas no Brasil é a Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo (Bomesp), que consolidou seu nome no mercado durante 2018, permitindo que empresas dos mais variados portes e segmentos emitam suas moedas digitais. Com isso, essas criptomoedas podem ser usadas também na vida prática, e não apenas como investimento, mas principalmente para o desenvolvimento de uma economia distributiva. “Estamos caminhando para uma verdadeira revolução da economia em nível global”, afirma Fernando Barrueco, diretor e legal advisor (responsável jurídico) da companhia.

Barrueco destaca que o mercado de criptoativos deve sofrer ainda muitas transformações, mas que as criptomoedas chegaram para ficar. “Acredito que muitas mudanças vão ocorrer, com a profissionalização do setor para um nível extremamente sofisticado”, explica ele. “Empresas profissionais e inovadoras vão sobreviver, enquanto muitas, certamente, desaparecerão, mas o ano de 2019 promete”, conclui Barrueco. “Veremos muitos projetos baseados em Blockchain surgir, sendo que esse segmento tende a evoluir muito”, explica ele. “A expectativa são as melhores possíveis e a expansão é certa”. "Não haverá mais espaço para projetos baseados em apenas criptomoeda pela criptomoeda, o que seria uma moeda digital apenas para especulação, sem qualquer utilidade”, alerta o diretor da Bomesp. “Diante disso, é necessário que os projetos tenham consistência”, diz.

Com isso, empresas tendem a aderir à tecnologia BlockChain para lançar criptoativos que possam servir literalmente como vouchers, para recompensa ou para desenvolver suas cadeias econômicas de serviços e produtos. Já na parte regulatória, a maior tendência será a tokenização de valores mobiliários, como a própria emissão de ativos na forma de tokens. Ou ainda, iniciativas semelhantes à da Nasdaq que está credenciando inúmeras corretoras no mundo, para vender ações do Google, Facebook, Amazon, Microsoft, entre outras, na forma de tokens. "Mercados restritos às jurisdições de suas bolsas, agora podem atingir mais de 150 países no mundo”, diz Barrueco.

Em 2019, há uma expectativa de nova alta para os especialistas, sendo que o Brasil acompanhará o cenário mundial. Um relatório divulgado pela empresa de marketing digital e consultoria BDCenter coloca o País atrás apenas de EUA, Rússia e China no ranking global de negociações com moedas digitais. De acordo com o levantamento, o mercado americano tem domínio absoluto de transações, com 30% do total negociado, enquanto que o Brasil fica com 5,46%, na sexta posição.

Estima-se que hoje mais de 20 milhões de pessoas já fizeram algum tipo de transação comercial utilizando Bitcoin. Além disso, diversos negócios e empresas estão integrando as criptomoedas e a tecnologia blockchain em seus empreendimentos. E é essa a popularização das criptomoedas que tem fomentado de forma contínua o segmento, atraindo cada vez mais novos investidores.

Mesmo sendo ainda considerado investimento de alto risco, o mercado de valores virtuais segue em plena expansão, despertando acordos com gigantes do mercado mundial, como a coreana Samsung, que vai lançar carteiras para moedas digitais, ou a IBM, que firmou parceria com bancos internacionais para operações com Blockchain.

Bitcoin – Ao completar dez anos de existência em 2018, o bitcoin se tornou a principal criptomoeda do mundo. Mesmo com pouco tempo, a moeda já se tornou referência de uma economia em constante revolução. Até meados de setembro deste ano, o bitcoin detinha 56% do mercado e outras 20 principais criptomoedas do mercado respondiam a 35% do total de negociações nas plataformas.

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