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Organizações no Brasil precisam melhorar a proteção de dados, aponta estudo

Publicado em Atualidades
30 Novembro 2018

Relatório da Vanson Bourne revela que 86% dos tomadores de decisão de TI e gestores de dados em 15 países dizem que suas organizações precisam realizar melhorias quando se trata de assegurar a conformidade de dados

Um novo estudo, conduzido pela Vanson Bourne para a Veritas, com aproximadamente 1.000 tomadores de decisão de TI e gestores de dados em 15 países, incluindo 100 do Brasil, revela que esmagadores 86% dos entrevistados no Brasil dizem que suas organizações precisam realizar melhorias quando se trata de assegurar a conformidade de dados, enquanto 80% dizem que devem ser realizadas melhorias na segurança de dados e riscos. 

Embora os dados estejam se tornando rapidamente reconhecidos como o ativo digital mais importante de uma organização, a maioria das empresas brasileiras precisa realizar melhorias quando se trata do gerenciamento cotidiano de dados, de acordo com a pesquisa.

Com maior controle das organizações que manipulam dados de clientes, as manchetes globais atuais em torno das violações de dados mal-intencionadas enfrentadas pelas empresas e a introdução de normas de conformidade de dados mais rigorosas, é mais importante que nunca para as empresas no Brasil ter uma política de gerenciamento de riscos estruturada quando se trata de proteger dados e obter os insights necessários para impulsionar seus negócios.

Além disso, 81% no Brasil dizem que suas organizações poderiam melhorar o nível de visibilidade e controle de dados e três quartos (75%) dos entrevistados no Brasil dizem que suas organizações precisam melhorar os processos para recuperação de dados de perda de dados ou de um ataque de ransomware. Somente 19% acreditam que suas organizações estão usando dados de maneira eficaz para impulsionar o negócio.

A pesquisa também revela que somente 12% dos profissionais de TI no Brasil acreditam que os dados são apenas parcialmente integrados em suas organizações com alguns dados presos em silos e incapazes de fluir perfeitamente, com visibilidade, acessibilidade e transferibilidade em diferentes funções e departamentos. Por outro lado, mais de quatro a cada cinco (80%) entrevistados concordam que suas organizações poderiam melhorar as práticas de compartilhamento de dados entre funções de negócio.

A dispersão de dados é um grande desafio no gerenciamento de dados no Brasil

Os entrevistados no Brasil citaram o seguinte como fatores organizacionais complexos que estão transformando o gerenciamento de dados em uma batalha trabalhosa:

-os custos de espiralamento tornam o gerenciamento de dados mais difícil (47%);
-muitas fontes de dados para monitorar (40%);
-uma falta de estratégia/abordagem centralizada para o gerenciamento de dados (36%);
-muitas ferramentas e sistemas diferentes sendo usados para trabalhar de forma eficaz (26%);
-uma falta de habilidades/tecnologia certas para aproveitar o valor dos dados (21%);
-incapacidade de realizar backup e de recuperar dados de forma confiável (19%).

Menos de um em cada dez (9%) dos tomadores de decisão de TI e de gestores de dados pesquisados no Brasil disse que suas organizações não enfrentaram desafios de gerenciamento de dados.

“O crescimento exponencial de dados não estruturados levou as organizações a armazenarem informações em uma variedade de ambientes diferentes com, em média, mais da metade (51%) dos dados da empresa agora armazenados na nuvem, em comparação com 39% armazenados localmente”, disse Pedro Saenger, vice-presidente da América Latina da Veritas. “No entanto, conforme os dados se tornam mais isolados e dispersos, torna-se mais difícil ver, gerenciar, acessar e proteger, o que cria desafios significativos”.

“Em uma época na qual as práticas de gerenciamento de dados eficazes podem fazer com que uma organização seja bem-sucedida e produzir novos modelos de negócios, sua exposição também pode derrubar uma empresa. É por isso que as empresas precisam construir uma fundação sólida para o gerenciamento de dados para não somente se protegerem contra criminosos cibernéticos ou cumprir com as regulamentações de dados, mas também para preparar o caminho para impulsionar a inovação e o sucesso na economia digital de hoje”.

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