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Poucos estão aptos para atuar com as normas IFRS

A adequação às normas IFRS chega ao Brasil para revolucionar a contabilidade brasileira, em um país onde a maiorias das empresas têm se preocupado apenas com o atendimento ao Fisco e, assim, acaba por congelar alguns princípios contábeis. Vale lembrar que, no Brasil, o maior “ditador” de regras para a contabilidade das empresas é a Receita Federal.

Um ponto muito importante que deve ser levado em consideração é que o mercado profissional possui pouquíssimos profissionais aptos a trabalhar dentro das novas regras do IFRS. As universidades também deveriam se preocupar em formar profissionais dentro das novas regras para o atendimento ao mercado pudesse ser real.

Os profissionais contabilistas – e também de TI - de hoje se preocupam muito com os dados para o atendimento fiscal, não que isto vai deixar de ser feito, pois o próprio Fisco vem ao longo dos tempos se adequando ao desenvolvimento e criando novas exigências as empresas.

A alteração da lei das S.A (lei 6.404) a partir da lei 11.638, indica que o próprio Fisco está consciente de que as novas regras estabelecidas pelo IFRS trarão benefícios a todo o mercado nacional e internacional, pois o IFRS faz com que as demonstrações sejam padronizadas para todas as empresas.

Alguns dos motivos para que o Brasil adote o IFRS é a transparência das demonstrações contábeis, minimização das divergências nas demonstrações contábeis e também um aumento do interesse dos  investidores estrangeiros, alavancando, assim, o crescimento das empresas brasileiras.

O IFRS altera a estrutura dos demonstrativos financeiros, padroniza as normas e globaliza os demonstrativos contábeis fazendo com que os mesmos fiquem mais claros aos investidores e outros usuários, ou seja, cria compatibilidade dos demonstrativos entre as empresas e Países.

Para a implantação do IFRS não basta adequar os sistemas de informação (TI) a este processo. É necessário que os profissionais também se adaptem às novas regras. O IFRS é um grande passo para o mundo contábil e para o mercado, pois cria harmonização.

(*) Coordenador de Produto Sispro Patrimônio, da Sispro

Publicado orinalmente no Panorama Brasil - DCI - 10/08/2009
http://www.panoramabrasil.com.br/Noticia.aspx?idNot=296590