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A importância do streaming na fiscalização publicitária no meio rádio

Rodrigo Garcia (*)

Cerca de 45% das empresas anunciantes no Brasil investem em publicidade apenas no rádio. Esta preferência tem uma justificativa: o rádio chega a 80% da população e sua credibilidade teve um aumento de 43%, segundo o mais recente levantamento da empresa de pesquisas Kantar IBOPE Media.

Junto com as novas tecnologias surgiram também novos mecanismos que permitem a fiscalização publicitária, que tem o trabalho de apurar se o que foi contratado em anúncios no rádio está mesmo sendo entregue pelas emissoras. Tais tecnologias se utilizam do streaming, que permite coletar dados em tempo real sobre a transmissão da programação completa das emissoras e, isso inclui, os anúncios publicitários veiculados.

Existe um mercado muito ativo neste segmento, que são as empresas especializadas em fiscalização publicitária, equipadas de sistemas de software que acessam ao streaming, gravam o que está sendo transmitido e aplicam algoritmos de análise que compara o áudio com o "DNA" dos spots dos anunciantes. E, com isso, identificam a quantidade de execuções, datas e horários que os comerciais foram veiculados.

Porém, quando ocorre instabilidade no streaming, os dados sobre a medição da audiência podem sofrer inconsistências. Por exemplo, se 10 ouvintes deram play no seu dispositivo para acessar a programação de uma emissora, estas 10 conexões serão registradas por estes sistemas das empresas de fiscalização. Agora, se acontecer uma instabilidade que possa interromper o sinal da rádio, a identificação da veiculação pode não acontecer, resultando em inexatidão da apuração dos dados coletados na fiscalização publicitária. Quando isso acontece, nos melhores casos, a emissora tem um trabalho dobrado para comprovar a correta veiculação, porém, há muitos casos onde a emissora simplesmente não fatura essas veiculações.

Evitando o trabalho manual na fiscalização publicitária

Quando não é possível coletar os dados sobre a transmissão, a fiscalização publicitária é afetada. Quando isso acontece, o fato pode estar relacionado a problemas no streaming, no envio do sinal da emissora até o provedor do streaming ou até mesmo na incompatibilidade do arquivo que foi enviado para veiculação. Neste caso, a rádio tem que fazer uma prestação de contas manual e incluir o recorte do “censura”, que é a parte gravada da programação obrigatória e exigida pela legislação do setor de radiodifusão. Uma burocracia enorme que pode ser evitada através da adoção do nosso novo encoder, que monitora em tempo real o envio do sinal e pode detectar uma queda de internet, energia ou até mesmo se algum colaborador parou o envio por engano ou fechou o programa.

O que ocorre muito é uma emissora que por algum motivo não conseguiu ser monitorada via streaming e também por problemas internos, não ter o recorte do “censura”! Isso ocorre porque na emissora faltou algum planejamento, uma segunda opção para que sua programação seja gravada. Existem hoje algumas opções no mercado para gravar em nuvem. Essa é a melhor opção para que a emissora sempre consiga “provar” que veiculou determinada publicidade, pois estando em nuvem a chance de perder é praticamente zero.

Somado a isso, o serviço de streaming, para melhorar a fiscalização publicitária, deve estar dotado de ferramentas de auditoria de dados em tempo real. Por isso, é vital fazer da tecnologia uma aliada da sua emissora. Pesquise as melhores opções com seus fornecedores, não dependa apenas do computador que está na emissora, já cansado da guerra, para evitar perdas financeiras.

(*) Diretor da Fábrica Host.