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Geolocalização e aprendizado de máquina nas rotinas de cash management

 

Helio Inoue(*)

A transformação digital chegou ao universo do processamento de numerário já faz algum tempo, mas o que agora está despertando a atenção das empresas que atuam no manuseio de papel moeda é a utilização de recursos de geolocalização e aprendizado de máquina em sua logística de abastecimento de ATM.

A ideia com estes recursos é otimizar a gestão do abastecimento dos caixas eletrônicos distribuídos e outras fontes de coleta de papel moeda e de detecção de demanda de cédulas nos ATMs. Bancos e provedores de serviços, como as empresas transportadoras de valores no Brasil, já estão estudando a adoção desta nova tecnologia já empregada em outros países. 

De fato, o dinheiro físico é a forma mais democrática e inclusiva de pagamento, não sendo necessário ter amplos conhecimentos de tecnologia e uso de infraestrutura para fazer o uso do dinheiro. Segundo o próprio site do Banco Central do Brasil, temos mais de 7 bilhões de cédulas em circulação, quantidade expressiva que confirma que há uma diversidade de formas de pagamentos físicos, eletrônicos e digitais coexistindo e atuando como opções para os diferentes atores existentes, sendo o melhor caminho de se prover a experiência do cliente.

A chave da questão fica na otimização da gestão de numerário, aumentar a segurança e reduzir o custo operacional do manuseio de papel moeda em caixas eletrônicos (ATM), recicladores, máquinas de depósito e outras fontes de coleta de dinheiro em diversos segmentos, como o bancário, empresas de varejo, transportadora de valores, vendas de ingressos entre outras atividades que envolvem o recebimento de volumes de dinheiro.

Quando os recursos de geolocalização e aprendizado de máquina são aplicados nesta gestão, a cadeia de suprimento de cédulas de dinheiro é altamente beneficiada, uma vez que é grande o desafio enfrentado pelas empresas que atuam no segmento para conseguir melhor qualidade nos seus processos de gestão de caixas eletrônicos e de equipamentos de saque e depósito.

Entre as principais vantagens destas novas tecnologias está obter o monitoramento a partir da localização geográfica dos caixas eletrônicos, que ocorre simultaneamente com o check in e check out do funcionário que estará realizando o abastecimento do ATM e através do uso de aplicativo mobile e leitura NFC, validando a autenticidade do serviço, que poderá ainda contar com código único para o acesso, aumentando o nível de segurança. 

A geolocalização visa garantir que o dinheiro esteja disponível onde e quando é necessário, resultando menor custo operacional de caixas eletrônicos e garantir o volume correto de dinheiro disponível. Com isso, é possível adotar uma estratégia gerencial melhorada e reduzir erros, além de obter visibilidade sobre o desempenho por Cash-in-transit (CIT) e tomar decisões de gerenciamento baseadas em dados.

Os processos de manuseio de papel numerário passam a ser otimizados da melhor maneira, garantindo que o dinheiro continue sendo um meio de pagamento competitivo, face às mudanças profundas ocorridas no mercado e impulsionadas pela digitalização das transações financeiras online. Além disso, é possível garantir total visibilidade dos pedidos de reposição de numerário, manutenção, status técnico e níveis de caixa em tempo real. 

A utilização de algoritmos estatísticos proporcionada pelo aprendizado de máquina potencializa o desempenho, limpeza de dados e configuração de eventos e estabelece limites para permitir a previsão da demanda de caixa, possibilitando automatizar pedidos e adaptação facilitada às mudanças nos requisitos de negócios.

(*) Head de Negócios da Giesecke+Devrient Currency Technology Brasil (G+D Brasil)