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O potencial do Analytics no combate ao câncer

Adriana Silva (*) 

Todos os anos, diversos países chamam a atenção para um problema de saúde que atinge milhares de pessoas em todo o mundo: o câncer. Motivos para isso não faltam. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença é responsável por cerca de 8,8 milhões de mortes a cada ano em todo o planeta, sendo a maioria delas em países de baixa e média renda. No Brasil, as mortes por câncer tiveram um aumento de 31% nos últimos 15 anos.

O que esses números revelam são informações preocupantes, sem dúvida alguma. Em contrapartida, sabe-se que quanto mais cedo o paciente receber o diagnóstico, maiores são as chances de cura. E em meio aos avanços na medicina surgidos nos últimos anos, vale destacar o quanto a inteligência analítica de dados - ou Analytics –, com o uso do Big Data, tem ganhado cada vez mais importância nesse contexto. Esse é mais um exemplo em que a tecnologia é usada para contribuir de alguma forma para a qualidade de vida de muitas pessoas que, infelizmente, ainda sofrem com essa terrível doença.

Com os dados estatísticos cada vez mais acessíveis, os pacientes têm hoje uma oportunidade para tomarem as melhores decisões, buscando um tratamento que seja o mais adequado, além de uma melhor qualidade de vida e, claro, a própria sobrevivência. Sem contar as possibilidades relativas à prevenção da doença, por meio da análise preditiva. Quando se fala em Analytics, falamos de muito mais do que simplesmente gerenciar uma grande quantidade de dados. Nesse caso, ele representa uma possibilidade de proteção ou uma nova chance para quem, em um momento delicado de sua vida, não consegue enxergar uma solução no futuro próximo.

Com o avanço das novas tecnologias, os dados tornam-se fundamentais para ajudar empresas e profissionais do setor de saúde a encontrar novas formas de tratamento para o câncer, tornando possível que o paciente também participe desse processo. Entre esses dados, podemos citar como exemplos exames de imagem, terapias, descritivos das equipes médica e de enfermagem, entre outras informações relevantes que possam ser usadas na detecção de padrões e assim ajudar na prevenção ou tratamento futuros.

Esse trabalho não é focado apenas na obtenção de resultados clínicos, mas também em dados sobre as experiências vividas pelos próprios pacientes. Há casos em que a quimioterapia, quando não aplicada corretamente, pode causar efeitos colaterais como a neuropatia periférica, que normalmente afeta as mãos e os pés dos pacientes, atingindo gradualmente os braços e pernas e gerando sensações como formigamento, ardência, dor ou aumento da sensibilidade a altas temperaturas. É aqui que a tecnologia analítica se faz necessária, para que se faça uma observação minuciosa dos dados a fim de avaliar todos os riscos em cada caso.

As metodologias usadas no Analytics representam hoje uma porta de entrada para novas possibilidades de cura para uma das doenças com maior taxa de mortalidade em todo o mundo. Trata-se, portanto, de um elemento crucial no que diz respeito ao uso das novas tecnologias para prevenir e tratar as enfermidades, em que os negócios do setor de saúde precisam estar cada vez direcionados a uma abordagem mais voltada a políticas de prevenção e formas mais eficazes de terapias.

(*) Head de Analytics do SAS Brasil.

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