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Brasil pode ter um apagão de mão-de-obra

Com 12 anos na área de TI, formado em Sistemas da Informação pela Faculdade Drumond, Miranda também reclama da faculdade onde estudou. Segundo ele, a instituição de ensino realizou um trabalho excelente no começo, “mas depois virou um hipermercado de diplomas, assim como fazem as grandes universidades, que soltam gente no mercado sem a menor capacitação necessária. Eu tive professores excelentes, mas hoje não são todas as turmas que têm a mesma sorte. As pessoas não têm vontade de aprender e o brasileiro está acomodado. Isso é bom para quem não tem medo de arregaçar as mangas, enfiar o ‘note’ debaixo do braço, aprender e trabalhar por conta própria. Todo dia eu aprendo uma coisa nova e aplico tudo o que eu sei no meu dia-a-dia”.

O analista de sistemas conta que iniciou sua carreira como analista de suporte na ByComputer, que passou por empresas de vários setores da economia e há três anos presta serviços para a Aços Groth, pela Agence.

Em nosso bate papo, Miranda fala sobre a tendência do mercado nos próximos anos, sobre a mudança radical na sua rotina de trabalho, quando saiu de seu último emprego e sobre sua paixão por motos. Ele até faz parte de um moto clube em Guarulhos, cidade onde mora.

IT Portal - Quais suas principais atividades na Aços Groth?

Rodrigo Miranda - Eu desenvolvi uma Intranet toda em .NET e Oracle para a Groth. Além disso, faço manutenção em relatórios do ERP e desenvolvo alguns sistemas necessários ao andamento da empresa, para tarefas que não são atendidos pelo ERP.

IT Portal - Antes de atuar na Aços Groth, que é uma metalúrgica, você trabalhou na Inspirit, uma provedora de soluções em TI. Como foi esta mudança? Fundamentalmente, quais as principais diferenças entre os setores?

Rodrigo Miranda - Foi uma revolução total, tudo mudou, tudo mesmo. Trabalhei cinco anos na Inspirit. Lá iniciei como analista programador e saí como gerente de treinamento. Eu estava fazendo coisas que não eram o meu foco e, muito menos, me agradavam. Depois, consegui um trabalho na área que eu amo, fazendo o que eu gosto e ganhando dinheiro para isso.  A grande diferença é a carga de responsabilidade:  eu passei de uma carreta de responsabilidade para uma sacola, sem perder nada financeiramente. Isso tudo ajudou a melhorar a minha qualidade de vida e hoje não me estresso tanto com "tirar água de pedra", pois, aqui é uma empresa séria, que tem budget para investimento. Quando precisamos aumentar nossa infra, temos autonomia. Atualmente eu ajudo nas decisões tecnológicas, pois conheço o negócio da empresa.

IT Portal - Em sua opinião, quais as tecnologias que predominarão em 2010/2011? Por quê?

Rodrigo Miranda - A virtualização e computação em nuvem terão um crescimento elevado nesse biênio, pois, após a crise de 2008/2009 muitas empresas tiveram que apertar o cinto e se virarem com o que Cambogia têm em mãos. Isso foi ruim, mas trouxe uma luz para todos. Além disso, há a preocupação ecológica. O consumismo desenfreado só será controlado quando aprendermos a aproveitar ao máximo o que temos em mãos.
IT Portal - Quais suas atividades fora da empresa? O que gosta de fazer nas horas vagas?

Rodrigo Miranda - Eu faço parte de um moto clube, mas como estou com um filho novinho, atualmente estou bem caseiro, mas até o final deste ano estarei de volta às estradas.

IT Portal - Como concilia o trabalho com as viagens do moto clube?  

Rodrigo Miranda - O tempo é muito relativo, pois podemos fazer maravilhas nas horas vagas.

IT Portal - Desde quando você é membro do moto clube? Como se tornou membro? Que moto possui?

Rodrigo Miranda - Entrei para o motociclismo em 99. Fui convidado pelo fundador deste motoclube e depois, presidente dos Renegados de Praia Grande. Atualmente estou a procura de outra moto; vendi a minha anterior para comprar um carro, afinal é proibido carregar recém-nascido em moto.

IT Portal - Como descobriu essa paixão por estrada, duas rodas, viagens....?

Rodrigo Miranda - Quando eu era adolescente achava moto um negócio bacana, mas tinha medo, bacana, mas perigoso. Quando comprei a minha primeira moto, um CB 450  eu fiquei quase 24 horas em cima dela rodando indiscriminadamente pelo litoral. Fui até Santos, voltei, fui à Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe e descobri que aquilo era o maior tesão do mundo. Quando eu fui convidado pelo Mario Loreto, presidente eterno dos Renegados, eu tinha a moto mais pobre do grupo. Então, de imediato, recusei o convite, mas ele me disse uma coisa que me fez mudar de ideia: "Não importa o que está embaixo, e sim, o que está em cima". Traduzindo, não importa a máquina e sim o motociclista.

IT Portal - E hoje? Você faz parte do Renegados?

Rodrigo Miranda - Hoje faço parte do NAJA M.C. de Guarulhos.

IT Portal - As pessoas, de um modo geral, associam moto à liberdade. Como você encara essa paixão por moto? Seria de liberdade realmente?

Rodrigo Miranda - Moto nenhuma dá liberdade a ninguém, muito pelo contrário. Ter uma moto é casar com uma máquina: você vai abastecê-la (comida), levá-la ao mecânico (saúde), vai limpá-la (higiene) e finalmente montar nela e ter momentos de prazer (sexo). É a mesma coisa no casamento, a única diferença é que a moto não vai te dar filhos, nem pedir pensão, nem pedir metade dos seus bens...(risos). Desculpe-me pela brincadeira e pelo trocadilho. Se minha esposa lê isso, ela me põe para fora de casa!

IT Portal - Quando se fala em moto clube, lembra-se de rock pesado...você também é roqueiro?

Rodrigo Miranda - Hoje o mundo dos moto clubes está muito bagunçado, ouve-se de tudo, de rock pesado até axé (Deus Me Livre!). Parece absurdo, mas é assim que está o clima. Por essas e outras, estou mantendo distância de vários lugares que são "point" de moto clubes.

IT Portal - Se você pudesse mudar o mundo, o que você mudaria? Por quê?

Rodrigo Miranda - Mudaria o seu humano, pois ele é a causa de todos os males do nosso planeta.

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