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Ser humano é responsável pelas ações dos robôs. Não o contrário.

 

“Se desejamos regulamentar, necessitamos conhecer a área”, afirma Edson Prestes, especialista em robótica da UFRGS  e membro sênior do IEEE.

A relação entre os sistemas robóticos e os seres humanos começa a ter mais destaque na sociedade em um momento em que aumenta o número crescente de robôs coexistindo com os seres humanos, realizando tarefas diversas, como assistentes pessoais ou empregados em fábricas.

O especialista em robótica da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Ph.D. em Ciências da Computação, Edson Prestes, que também membro sênior do IEE - organização internacional técnico-profissional com foco no benefício da humanidade-, em sua palestra na última Futurecom 2017 - Como podemos criar sistemas de automação e robótica de forma ética? - defendeu a realização de um debate sobre a relação ética dos robôs e a sua convivência com os humanos, levando-se em conta que , segundo ele, "pensar em ética na robótica é pensar em possíveis implicações da utilização da robótica na sociedade. "Este não é um assunto novo, mas agora é debatido com maior ênfase porque agora, de maneira mais acentuada, temos o uso de robôs em várias áreas. A Inteligência Artificial e sistemas de robótica e automação estão permeando nosso dia-dia, cada vez mais intensamente", aponta ele.

Edson Prestes também destaca que é necessário observar vários possíveis problemas na atuação destes robôs: a segurança e proteção de dados coletados, seja no ambiente de trabalho ou familiar, através de câmeras, de microfone, via TV e celulares etc. "No caso de falhas nos sistemas robóticos, que fazer? Se desejamos regular esta área, precisamos conhecer a área. Se desejamos definir quem é o responsável pelas consequências por esta falha, é necessário coletar todas as informações para auditar o sistema, a ocorrência. Somente assim a gente pode definir leis que irão reger todo este desenvolvimento e todo o comportamento dos sistemas robotizados".

Em sua palestra na Futurecom, o pesquisador questionou a maneira como este debate sobre a ética pode ser conduzido e relacionado ao desenvolvimento dos sistemas robóticos: "como devemos proceder para garantir a segurança de dados, a execução dos sistemas robóticos, suas implicações, como a transparência, as responsabilidades e outros aspectos, o bem-estar do ser humano? Por exemplo, na medicina, quem vai decidir sobre um procedimento, uma intervenção cirúrgica em um paciente? Penso que sempre deverá ser o médico. Mas este é um tema que ainda deve ser debatido e definido. e devemos ter muito bem claro: a responsabilidade é do ser humano pelas ações do robô, não do robô".

 

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