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Digitalização aumenta a produtividade e impulsiona a Indústria 4.0

Durante o 1º Congresso Brasileiro da Indústria 4.0, na FIESP/CIESP, sócio da consultoria McKinsey, Rafael Oliveira, apontou como a manufatura está avançando e obtendo ganhos na eficiência

Sócio da consultoria McKinsey, Rafeal Oliveira quebrou um dente. Foi ao dentista e saiu de lá com um dente novo feito em uma impressora 3D, depois que o dentista digitalizou sua arcada dentária com uma caneta equipada com uma câmara e conectada a um programa de computador. Ele não precisou esperar vários dias para ter o seu novo dente.

Ao ver o potencial da digitalização e da impressão 3D com este episódio, ele se convenceu que as tecnologias disruptivas irão se disseminar e contribuir para a impulsionar a Indústria 4.0. “Quem não acompanhar esta evolução terá que procurar outra coisa para fazer”, afirmou ele.

O episódio foi relevado por Rafael Oliveira em sua apresentação no 1º Congresso Brasileiro de Indústria 4.0 promovido pela FIESP e CIESP nos dias 5 e 6 de dezembro, e é um exemplo de como as novas aplicações tecnológicas estão acontecendo em diversos setores.

"A digitalização do corpo, por exemplo, pode abrir oportunidades para aplicações diversas. A indústria têxtil poderá confeccionar uma roupa que vai servir perfeitamente no corpo e esta disrrupção acontecerá com muitos outros setores", afirma ele.

Ganho de eficiência e novas formas de fazer negócios

Para Rafael Oliveira, as empresas que se projetam no processo de digitalização devem esperar duas coisas:  ganho de eficiência e novas formas de fazer negócios.  "A Indústria 4.0 já acontecendo e impulsionando novos negócios e aumento da produtividade, e são será mais necessário ter que esperar 20 ou 30 anos para isso. Na Indústria 4.0 a gente já consegue otimizar de 15% a 30% da produtividade das fábricas, aumentando também em 85% a precisão das 85% das previsões de demanda do mercado, promovendo o casamento entre a demanda e o processo produtivo. Em uma empresa, usando a análise avançada de dados, nós conseguimos ter uma projeção de demanda futura com precisão 120% maior do que a empresa já fazia", relevou Oliveira. "Isso ajudou a reduzir drasticamente a obsolescência de materiais, com a redução de estoques".

O que deve ser observado inicialmente?

Segundo Oliveira, as empresas devem compreender as suas características mais comuns e desenvolver a suas capacidades de infraestrutura e de pessoas; permitir a colaboração e analisar o que já existe no mercado para não ter que começar do zero. Além disso, deve gerenciar os dados, que são um ativo importante e que será utilizado em todos os processos da indústria – principalmente quando se trata da Indústria 4.0.

Elevar a digitalização, gerenciar os dados

A manufatura é o setor atualmente que mais gera dados, duas vezes mais que a segunda colocada, que é o governo, segundo pesquisa da McKindsey. “Mas, apenas 1% desses dados é usado para tomar uma decisão, melhorar os processos e fazer algo diferente com isso. Isto acontece no mundo inteiro e não apenas no Brasil. Existe aí uma perda, portanto, que resultaria na melhoria de processos e otimização para desenvolver a companhia e gerar mais lucro. Então, existe aqui uma grande oportunidade para se fazer isso”.

Otimismo

Após anos acompanhando os países em ralação ao otimismo das empresas, o consultor é taxativo: “é fato: em todos eles - EUA, Europa, China - o otimismo tem aumentado muito em relação à Indústria 4.0. Isso acontece porque em cada lugar do mundo já existem estudos de casos onde as implementações de Indústria 4.0. É fato: a Indústria 4.0 já começou a acontecer e vai aumentar nos próximos 10 ou 15 anos”, afirma.

Melhoria dos processos administrativos

Outro aspecto apontado por Rafeal Oliveira, como evolução da 4.0, é que entre 50% e 80% dos processos administrativos serão otimizados. “Para muita coisa que a gente faz hoje terão sistemas de processamentos de dados para gerar valor. Assim, aumentar a produtividade é a saída para o Brasil crescer nos próximos 20, 30 anos, como acontece em outros países do mundo”.

Utilizando diversos processos digitais, as companhias conseguem desenvolver suas próprias capacidades em infraestrutura e de gestão de pessoas, além de impulsionar um ecossistema colaborativo com outras empresas. Esse avanço significa que essas mesmas empresas não precisam desenvolver tudo a partir do zero e podem, sim, alavancar o que já existe no mercado. Ao promover o gerenciamento de dados, elas passam a contar com um ativo importante que será utilizado em todos os processos da indústria – principalmente quando se trata da Indústria 4.0,

Oliveira também sintetizou em cinco pontos críticos para que se obtenha o máximo na digitalização.

- Definir uma estratégia que foque no valor para a empresa e para os clientes;
- Concentrar esforços num número limitado de aplicativos de alto valor;
- Usar soluções alternativas de infraestrutura de curto e longo prazo; 
- Utilizar todo o ecossistema digital;
- Capacitar a organização e adaptar ativamente processos e cultura.

 

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