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Para a indústria, a 4.0 é questão de sobrevivência, aponta a FIESP

Entidade aponta prioridades para que a inovação aconteça no setor: estratégia para o País acompanhada de novas regras para as patentes, para financiamentos, para segurança jurídica, além de fortes investimentos em Educação e capacitação profissional em todas as áreas

A FIESP considera a Indústria 4.0 como uma questão de sobrevivência para as empresas brasileiras do setor. Tanto é que a entidade tem debatido constantemente o assunto em seus departamentos e comissões, promovendo vários eventos para apresentar alternativas e apontar caminhos para que o setor avance, gere empregos e que possas competir no mercado global.

E debates acontecem até aos domingos! No último dia 12 de novembro a Avenida Paulista 1313 sediou o FESTEMP - Festival de Empreendedorismo, com uma ampla grade de painéis e debates sobre inovação e empreendedorismo, estando a indústria 4.0 no centro das discussões. No painel específico sobre o tema, José Ricardo Roriz Coelho, Vice-Presidente da Fiesp e Diretor Titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec-Fiesp), defendeu que o Brasil necessita de uma estratégia de desenvolvimento social e econômico alinhado com o que acontece nos países mais avançados e para que a indústria nacional possa de desenvolver. Ele sinalizou alguns outros pontos prioritários para esta estratégia a) novas regras para as patentes; b) novas regras para financiamentos; c) novas regras para garantir a segurança jurídica; d) fortes investimentos em Educação e capacidade profissional em várias áreas. 

"O Brasil precisa de uma estratégia de crescimento, de desenvolvimento e de criação de empregos. Hoje só se fala em ajuste fiscal -, que é importante e sem ele a gente não avança, mas - pergunto: qual a estratégia do país para daqui a 5 ou 10 anos, dentro de um contexto mundial?", apontou ele. 

Para Roriz - que também é presidente da ABIPLAST – Associação Brasileira da Indústria do Plástico, e do SINDIPLAST – Sindicato da Indústria do Plástico -, muito tem que se avançar nestes pontos. "No caso das patentes, por exemplo, não se pode levar mais de 10 anos para se obter uma patente. Em outros países ela pode ser conseguida em 6 meses. Um ano no máximo, dependendo da complexidade. A patente é uma proteção para o projeto, para o investimento. Na área de financiamento não podemos mais ter as atuais regras. No Vale do Silício - o berço mundial da inovação - as regras são modernas, as pessoas não são penalizadas pelo 'fracasso' do investimento. No Brasil, quem investe é sempre punido. As pequenas e médias empresas - que são os drivers da economia e propulsoras da inovação - não possuem garantias. Facilitar o acesso ao financiamento com regras flexíveis é uma necessidade", enfatiza.

Na área jurídica, o diretor do Decomtec-Fiesp lembra que de 10 startups, 8 ficam pelo meio do caminho. "Se a gente não mudar a legislação, iremos sempre perder 80% dos empreendedores porque, se o projeto não der certo, eles não poderão movimentar uma conta em banco e ficarão na dívida ativa por muito tempo. Temos que mudar isso!"

A infraestrutura é apontada como vital para que a Indústria 4.0 possa avançar porque ela tem que estar conectada na nuvem para funcionar. "Tem quer energia, tem que ter Internet. Não ter uma infraestrutura compatível com a necessidade da economia é fora do razoável para se ter uma Indústria 4.0 atuante e com o Brasil inserido neste mundo", pondera o dirigente da FIESP. "Com uma boa infraestrutura de telecomunicações e conectividade podemos seguir em frente. E para isso é necessário muito investimento".

A Educação - que sempre é principal assunto quando se discute desenvolvimento - para Roriz ela deve se manter no centro do debate, mas também na prioridade das ações dos governos. "Em países como a Japão, China, Coreia existe muita inovação porque lá se investe muito em Educação. Aqui a gente tem falta de programadores, de projetistas e não avançamos".

Roriz concluiu seu raciocínio sinalizando a necessidade de se ter mais mulheres envolvidas. "Temos poucas mulheres em todas as áreas da inovação, da programação. Isso temo que mudar", enfatiza.

Ações da FIESP/CIESP para propagar a Indústria 4.0

Para difundir o conhecimento sobre o conceito de Indústria 4.0 e sua importância para a competitividade, Fiesp, Ciesp, Senai-SP e ABDI lançaram o programa Rumo à Indústria 4.0 no final de setembro, com um seminário apresentando as práticas da Indústria 4.0 e explicando como construir uma vantagem competitiva para as empresas.

O programa é formado por um conjunto de ações estratégicas para promover a implantação da Indústria 4.0 e a difusão de tecnologias ao longo das cadeias produtivas e para criar oportunidades de desenvolvimento e melhoria da gestão do processo produtivo. 

Um dos destaques do projeto é o 1º Congresso Brasileiro de Manufatura Avançada, que acontecerá nos dias 5 e 6 de dezembro, no Teatro do Sesi-SP. O site do evento para inscrições é http://hotsite.fiesp.com.br/industria40

 

 

 

 

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