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Energia Solar em residências: certificações são criadas para impulsionar o setor

Redução média dos preços dos sistemas fotovoltaicos residenciais foi de 25,7% desde junho do ano passado. Retorno do investimento pode acontecer em 5 anos e a vida útil do sistema pode superar 25 anos

Comparado com outros países desenvolvidos, o Brasil está bem atrás no quesito uso da energia solar, mas é possível notar que o setor avança. O Ministério de Minas Energia sinaliza que o país estará entre os 20 maiores produtores de energia solar em 2018. No entanto, a população em geral ainda não é beneficiada maciçamente pela tecnologia e as principais iniciativas estão espalhadas pelo interior do país, aproveitando a elevada captação da luz solar em todo o território brasileiro.

A arquiteta, Maíra Macedo, gerente de Relações Institucionais & Governamentais do GBC Brasil (Green Building Council Brasil), aponta muitos avanços no setor graças às mudanças regulatórias, maior conhecimento da sociedade e a redução nos custos de implementação. A Certificação GBC Brasil CASA e CONDOMÍNIO é um exemplo, segundo ela. Projetada para enfrentar os desafios ambientais, respondendo às necessidades de um mercado competitivo, a certificação é fornecida aos projetos que apresentem desempenho energético mínimo e que garantem pontos adicionais e levam em conta o percentual de redução do consumo energético de uma casa, edifício, ou condomínio residencial.

Outra certificação que visa impulsionar os projetos de energia solar no país é a Certificação Zero Energy Building, também anunciada pelo GBC Brasil e destinada às  edificações que comprovarem que o consumo de energia local de sua operação anual é zerado, a partir de uma combinação de alta eficiência energética e da geração de energia por fontes renováveis. Segundo a especialista, a entidade contabiliza 11 projetos pilotos em 5 estados, sendo que dois já receberam esta certificação.

“Um destes projetos pilotos é o Edifício Montage Botafogo, de Campinas, SP, que adquiriu um condomínio solar. O incorporador comprou uma usina de energia renovável com placas fotovoltaicas que suprirão a demanda de 100% das unidades residenciais. Cada morador terá uma cota de 250 kwh por mês. As usinas solares já são comumente utilizadas em países do continente Europeu e também nos EUA, porém trata-se de grande inovação para o Brasil”, comenta ela.

Quanto custa ter a tecnologia em nossa casa?

A arquiteta revela que o investimento em energia solar varia em função do porte do sistema, podendo ficar entre 1% e 3% do custo da obra. “Uma residência que instale um sistema de energia solar investe algo em torno de R$ 24mil. Dependendo da região onde é instalado, este sistema pode gerar uma economia de R$ 4.500 por ano, levando algo em torno de 5 anos para retorno do investimento. Se projetado, instalado e com manutenções adequadas, estima-se que o sistema tenha vida útil superior a 25 anos”.

Os preços de sistemas fotovoltaicos, segundo Maíra Macedo, vêm se reduzindo de forma significativa nos últimos anos. Entre Junho de 2016 e junho de 2017, a redução média dos preços dos sistemas fotovoltaicos residenciais foi de 25,7%. “Os sistemas comerciais apresentaram uma redução ainda mais acentuada, queda superior a 31%”, destaca.

IPTU Verde

Muitos municípios oferecem desconto de até 80% no valor do IPTU. O benefício varia de acordo com a lei de cada cidade e cabe ao morador verificar junto à prefeitura se possui ou não direito ao desconto.

Entre as cidades que possuem o IPTU Verde estão:

- Tietê -SP – Até 100% de desconto.
- Campos do Jordão – SP - Até 90% de desconto.
- Palmas – TO - Até 80% de desconto
- Colatina – ES - Até 50% de desconto.
- Araraquara – SP – Até 40% de desconto.
- Goiânia – GO – Até 27% de desconto.
- Americana – SP – Até 20% de desconto.
- Seropédica – RJ - Até 15% de desconto.
- Camboriú – SC - Até 12% de desconto.
- Barretos – SP - Até 10% de desconto.
- Ipatinga – MG - Até 8% de desconto.

(*) Com informações do Blog.BlueSol

Linhas de crédito disponíveis

Algumas instituições bancárias oferecem linhas de crédito para pessoas físicas e jurídicas interessadas na adoção da energia solar fotovoltaica. Entre elas a Caixa Econômica Federal, por meio do cartão Construcard, o Santander, o BNDES, Banco do Nordeste, DesenvolveSP. O PRONAF - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar também oferece uma linha de financiamento através do Programa Mais Alimentos.

 

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